Hoje alguém me disse que estava "transbordando" alguma coisa. Como essa expressão agora me apaixona... então eu comentei: "ai, essa palavra é linda", e todos ao redor sorriram. Mas ninguém sabia como é estar com ela, ela transbordando. "Transbordando de novo", tom de voz doce, ar impressionado. Eu estava impressionado.
Este texto não dará conta da saudade, coisa triste... nem imagino como farei para chegar à ocupa. Nem imagino como farei para dormir com essa saudade. Nem amanhã, para atender com saudade.
Eu queria que ela mandasse um "oi" virtual e dissesse como está... já não há tempo para tanto.
Tá difícil.
quinta-feira, 16 de junho de 2016
segunda-feira, 13 de junho de 2016
Nota número quatro.
Esta noite será especialmente fria. Espero que o teu cheiro no travesseiro dê conta de trazer-te aos meus sonhos.
Pensei em toda a saudade, no amor que me tens dedicado. Pensei no que sinto, nos desafios da reciprocidade, em toda a saudade que me deixaste. Lembrei da foto enviada por tua anarco-colega de quarto.
Chorei.
Boa noite, pessoa linda.
Pensei em toda a saudade, no amor que me tens dedicado. Pensei no que sinto, nos desafios da reciprocidade, em toda a saudade que me deixaste. Lembrei da foto enviada por tua anarco-colega de quarto.
Chorei.
Boa noite, pessoa linda.
sábado, 11 de junho de 2016
Uma anotação neste dia de apaixonamento.
Eis portanto o dia que decretamos ser o dos apaixonados, não sem receio, substituindo o que não somos pelo que sentimos. À música da Tulipa Ruiz que ouvimos juntas, devo responder com seu próprio título ("Só sei dançar com você") --- as outras músicas desse álbum agora pareciam ecoar e ocupar precisamente a parte do pensamento que eu precisava livre para concentrar-me.
Mas agora senti que do vazio por elas deixado não surgiu o que eu queria escrever. Fiquei pensando "o que seria...?"
Posso escrever minha vontade de encher de carinhos a minha querida companheira de cafés, neste momento tão frio da madrugada... e eis o não-sono, que sentimos tantas vezes, e que só pude abandonar em nome de minhas Outras tarefas. O sono, disse meu professor Manoel, é um momento de parar de gozar --- o que, apesar de nada surpreendente, é importante do ponto de vista simbólico: dormir é mesmo deixar o corpo descansar dos seus afazeres; não passivamente, como um tanque enche-se de gasolina, mas sim pelo aval visceral que é necessário para que um corpo humano deixe-se descansar. Para dormir, é preciso, de alguma forma, dizer: "eu não quero mais gozar" --- ou, até mesmo, "eu posso não gozar".
Chegamos em casa após o absurdo de gozos que foi o show da banda Surra (e outras bandas). Sobre isso devo parabenizar a todos os envolvidos e as envolvidas, e talvez principalmente a quem arremessava-se com tanta convicção sobre os corpos, imergindo desde o palco. Mas o que quero dizer é que, como em nossas noites de não-dormir, chego agora ao embate entre o descanso e a vontade de seguir acariciando-lhe as costas, enchendo cada centímetro de sua pele dos meus melhores mimos, e falando o que quer que seja desta vontade, baixinho, em seus ouvidos; ou, de cabeça vazia, olhar em seus olhos, só conseguindo sorrir em silêncio...
Beijocas em você, querida companheira de café, caso leias este texto, pois deixá-las aqui guardadas é meu requisito para poder, em seguida, deixar cair meu corpo na cama. O sono me levará --- em suas próprias imagens ou pela energia que terei amanhã --- a encontrar-te novamente, pra que realizemos alguns dos motivos que, no fim das contas, nos salvam de simplesmente nos deixar dormir, eternamente.
Mas agora senti que do vazio por elas deixado não surgiu o que eu queria escrever. Fiquei pensando "o que seria...?"
Posso escrever minha vontade de encher de carinhos a minha querida companheira de cafés, neste momento tão frio da madrugada... e eis o não-sono, que sentimos tantas vezes, e que só pude abandonar em nome de minhas Outras tarefas. O sono, disse meu professor Manoel, é um momento de parar de gozar --- o que, apesar de nada surpreendente, é importante do ponto de vista simbólico: dormir é mesmo deixar o corpo descansar dos seus afazeres; não passivamente, como um tanque enche-se de gasolina, mas sim pelo aval visceral que é necessário para que um corpo humano deixe-se descansar. Para dormir, é preciso, de alguma forma, dizer: "eu não quero mais gozar" --- ou, até mesmo, "eu posso não gozar".
Chegamos em casa após o absurdo de gozos que foi o show da banda Surra (e outras bandas). Sobre isso devo parabenizar a todos os envolvidos e as envolvidas, e talvez principalmente a quem arremessava-se com tanta convicção sobre os corpos, imergindo desde o palco. Mas o que quero dizer é que, como em nossas noites de não-dormir, chego agora ao embate entre o descanso e a vontade de seguir acariciando-lhe as costas, enchendo cada centímetro de sua pele dos meus melhores mimos, e falando o que quer que seja desta vontade, baixinho, em seus ouvidos; ou, de cabeça vazia, olhar em seus olhos, só conseguindo sorrir em silêncio...
Beijocas em você, querida companheira de café, caso leias este texto, pois deixá-las aqui guardadas é meu requisito para poder, em seguida, deixar cair meu corpo na cama. O sono me levará --- em suas próprias imagens ou pela energia que terei amanhã --- a encontrar-te novamente, pra que realizemos alguns dos motivos que, no fim das contas, nos salvam de simplesmente nos deixar dormir, eternamente.
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Uma segunda nota de apaixonamento.
Agora é um sentimento que preciso registrar para conseguir prosseguir com as tarefas. É que saí do meu sistema habitual... não é o mesmo tipo de desejo que me tem movido. Alguma coisa dessa segunda ordem desejante me faz sentir que, finalmente, estou sendo deslocado pela via mais crua do querer. As tarefas, às quais pertencem ao sistema "de sempre", ficam em segundo plano, porque parecem decorrer de um processo de construção de sentido mais complexo, mais amplo, talvez fruto de processos primários de meta inibida... o que importa?
De fato, pensar em processo primário é nebuloso e pouco parcimonioso. Estou, digamos, em um momento de esquemas de comportamentos predominantemente controlados por reforçadores positivos amplamente generalizados relacionados à minha querida companheira de cafés. Imaginei então que o que costuma me mover é o reforçamento negativo. . . uma compulsão negativamente reforçada pelo alívio do excesso de racionalizações autocríticas, e positivamente pelos ciclos de comportamentos compulsivos?
Um texto nada romântico e que diz, talvez, muita burrice.
De fato, pensar em processo primário é nebuloso e pouco parcimonioso. Estou, digamos, em um momento de esquemas de comportamentos predominantemente controlados por reforçadores positivos amplamente generalizados relacionados à minha querida companheira de cafés. Imaginei então que o que costuma me mover é o reforçamento negativo. . . uma compulsão negativamente reforçada pelo alívio do excesso de racionalizações autocríticas, e positivamente pelos ciclos de comportamentos compulsivos?
Um texto nada romântico e que diz, talvez, muita burrice.
terça-feira, 7 de junho de 2016
Uma primeira nota de apaixonamento:
Às vezes algumas coisas acontecem tão inesperadamente que a gente fica impressionada. Como isso: nós dois, implicados na ida para o Encontro no qual não fomos... os papos que daí resultaram... mil cumprimentos que eu não vi, "ois" solitários, como os deixei flutuar por tanto tempo, puramente por desatenção. E algum ímpeto que ela teve - pelo qual, de fato, já lhe agradeci pessoalmente - de fazer seus ois valerem depois de tudo. Diante dos Lanceiros Negros e dos porcos, uma oficina de assovio e meu desempenho nada apaixonante. Uma conversa pode ser iniciada com: "e aí, assoviando muito?"
Um convite para um café no seu quarto; esse é o convite mais fofo do mundo, não susteeeento.
Um convite para um café no seu quarto; esse é o convite mais fofo do mundo, não susteeeento.
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Nos Fascina.
Que estejais dormindo ou acordados fazendo sexo enquanto enlouqueço
Escrevendo poemas e ouvindo aquelas velhas canções ou vossos gemidos e pensando
Algum desejo tão forte que beira o delírio de grandeza, eu digo, não é falta de simbolização,
Vede como escrevo como vosso Messias sem o ser,
Vede como a imaginação ali permanece;
Se desejarmos demais, percebemos, teremos de provar nossa sanidade...
Saibam, contudo, que sabemos com angústia que não sabemos o quanto, de fato, não sabemos,
Que, angustiados nos divãs, nos perguntamos;
E agradecemos, desde já, por vossa outorga;
[Neurose]
Retomamos: que estejais dormindo ou gemendo, como estivemos também tantas vezes convosco,
Que assim estejam enquanto enlouquecemos, em busca de respostas para nossas inquietações desoladoras: nos fascina.
Nosso desejo é que essa cena toda seja vista e tratada com a honra que merecemos por nossa jornada noturna em livros e questionamentos.
Morremos nessa presunção.
Que vivamos, porém, da sinceridade de acreditar.
sábado, 23 de abril de 2016
Política de micropropaganda
Para fins de aproveitamento energético e dos vínculos sociais para propaganda, propõe-se:
a) Uma política de propaganda que valoriza as conexões de nível "amigo" e "amigo de amigo";
b) Que a política em questão exclui do escopo de discussão os grupos de debate intransigente, generalizado e caótico (debate improdutivo).
Inversamente entende-se como produtivo o debate em cujo processo são detectáveis sinais de
reposicionamento de quem debate --- complexificação e dialética entre os argumentos.
c) Evitar, de nossa parte, reduções cognitivas.
d) Trabalhar com uma política de recompensa social constante pelo debate, mas com argumentos sólidos cuja eficácia, esteja claro, deva ser levada a sério.
e) Utilizar os argumentos que produzam menor dissonância cognitiva possível no outro;
Propõe-se também, para tanto, abandonar debates em que a eficácia dos argumentos seja sistematicamente ignorada, mesmo com recompensas e tentativas de reparação de possíveis dissonâncias cognitivas.
a) Uma política de propaganda que valoriza as conexões de nível "amigo" e "amigo de amigo";
b) Que a política em questão exclui do escopo de discussão os grupos de debate intransigente, generalizado e caótico (debate improdutivo).
Inversamente entende-se como produtivo o debate em cujo processo são detectáveis sinais de
reposicionamento de quem debate --- complexificação e dialética entre os argumentos.
c) Evitar, de nossa parte, reduções cognitivas.
d) Trabalhar com uma política de recompensa social constante pelo debate, mas com argumentos sólidos cuja eficácia, esteja claro, deva ser levada a sério.
e) Utilizar os argumentos que produzam menor dissonância cognitiva possível no outro;
Propõe-se também, para tanto, abandonar debates em que a eficácia dos argumentos seja sistematicamente ignorada, mesmo com recompensas e tentativas de reparação de possíveis dissonâncias cognitivas.
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