quinta-feira, 2 de maio de 2024
Teletransporte
quinta-feira, 20 de agosto de 2020
Devaneio da vida
Somos a anomalia da matéria e devaneio da vida. Olhamos para dentro de nós. Nossas previsões se ligam inexoravelmente ao passado. Todo futuro é uma projeção com o objetivo de controlar a repetição. Quando a repetição é incontrolável, abrimos mão do futuro.
Mas sempre é possível fazer outra coisa. Sempre e possível controlar um pouco. Não Desistir.
sexta-feira, 14 de agosto de 2020
Ódio de si mesma, culpada de existência, Lilá das anarquias
Uma esperança pode viver como uma borboleta e morrer como inseto sem contradição.
Toda vez que volto aqui, é o pesadelo que retorna, é o mal-estar generalizado.
São as crises.
Mas culpada de existência, por essa eu não esperava
Cuidado que tive
Tentando ser somente Lilá das anarquias, Lobo engolido há muito tempo
Lobo digerido e cagado
Lobo no inferno
Culpado de existência.
Mas morrer e ir pro inferno
Isso sim é uma contradição
E quando o inferno é objetivo
Ninguém, ninguém, ninguém duvida
quarta-feira, 12 de agosto de 2020
Ansiosa, depois de tanto tempo, depois de ter descoberto tanto sobre mim mesma. Esse é o destino de Lilá, a desiludida. De volta ao velho e infame pedaço de terras virtuais, tentando lidar com a angústia. Angústia que agora carrego como minha, lobo que engoli, unhas que rasgam ainda a minha garganta.
Volto e admite-se identação nos parágrafos.
Im-
Pressionante
Um jeito engraçado de dizer que agora vivemos sem espaço-espaço-espaço.
Crescida e tentando ainda ser adulta, sentindo-me uma fraude, à margem ainda de Alba, a motoqueira. Sentindo-me muito mais Alziro, o carona. Mas o Ziro tinha as suas belezas, é preciso admitir, assim como eu acredito ter as minhas.
Eu adiciono automaticamente, sem querer, espaço-espaço-espaço.
É mesmo um jeito engraçado de dizer o que faço neste pedaço.
quarta-feira, 2 de maio de 2018
Livre
Definir o que é o amor é uma questão menos relevante do que definir critérios pragmáticos de investimento afetivo...
"amar ou não amar", nem tanto, mas "passo atrás ou passo a frente", isso sim.
Amar... depois de tanto tempo e vivendo entre vocês, que falam aos poucos a verdade... Amar não é muito mais do que "sentir falta", "sofrer" ou "iludir-se", vocês mesmas/os é que disseram, dizem o tempo todo.
Como que num rastro do aval ontológico para a união heterossexual.
Nessa mesma esperança cósmica, um carimbo secreto de Deus ou algum vestígio de Seu toque, no canto da página, em qualquer lugar. Algo que diga que uma pessoa completa a outra, ou pode completar por algum tempo, ou que existe um sentimento programado para dar certo, rodeado por Desvios, Patologias do Espírito, etc., etc. que apenas complicam nossa jornada.
Não existe isso, exceto onde isso foi criado para dar sentido a uma decisão para a qual não houvesse volta¹.
Pecado é pensar que, cada vez mais, tem volta.
É só "deslizar".
1: Ou, ainda, outras novelas, é óbvio. Infinitas possibilidades. Mas, entenda-se, não existe "isso". Existem essas coisas, chamadas "amor" para construir belos sonhos.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Dîn
quanto te dizem, estás sempre ao lado,
(Do lado errado)
Não,
quero dizer,
onde te querem.
Estás fora do fora, por isso em todas essas partículas, és tu mesmo,
Contingente como és.
Batata, quando digo e não é um tubérculo,
"Batata como és tu mesmo"
Batata de ser mesmo isso que eu disse que era mesmo
"Batata que és".
Longe como estás, frio às vezes e te busco,
Desenho-te na areia,
Traço tosco da forma que não tens
Da tua presença que, sem traço,
não me abandona, e te dou
presente que estás,
presente que és
meu
para os outros
Com quem te recusas a permanecer,
Doença vil que és,
Porque não ficas e porque
Eu não te entendo.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
-Φ
Algum resultado na reconfiguração dos meus sentimentos eu obtive pela insistência da análise. A saber, talvez a insistência sobre uma síntese (no sentido Kantiano de juízo sintético) a respeito do meu apego à Koshka, que o situa como um engano pelo qual eu tenho responsabilidade parcial. Pelo que desisti de me enganar (supor que Koshka pudesse ser Φ -- uma espécie de complemento de tudo o que me falta), mas não preciso desistir de gozar daquilo que me é oferecido com tanta gentileza e carinho (ou seja, de a, alguém que materializa parte disso que me excede).
No meu desamor, talvez uma dificuldade de enxergar adequadamente essa exceção... ou talvez porque o outro não se coloque nessa posição (e não é possível, nem a mim e nem a esse outro, ter certeza -- e, na verdade, nem a ninguém, resguardadas as proporções). Talvez alguma coisa possa ser feita a esse respeito... talvez, se uma parte de imaginário faz parecer que não há Outro nesse outro, esse imaginário possa ser substituído...? Talvez seja preciso que alguma coisa venha desde o outro lado (A)... posso acreditar que tenho algo a fazer aqui sem me enganar para além do que já estou enganado? Talvez seja mesmo me questionar, por enquanto, sobre o que seja isso que me impede de gozar dessa maneira sublime que é o contato com o segredo de uma Outra sensibilidade (e isso me faz imaginar ao menos uma situação em que, na verdade, isso é mentira - quero dizer, o juízo sobre esse "impedimento" não vale).
Sinto que ainda há uma espécie de deslizamento para "Φ Koshka", como se as imagens atuais de outras situações de carinho escorressem para lembranças desse objeto. É um processo metafórico, no sentido que parece impedir minha metonímia de seguir seu caminho ao redor desse buraco que é o desejo (-Φ).
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
Reflexão sobre o que seria a relação com um Outro.
domingo, 7 de agosto de 2016
Potência e limites do que seja a subjetividade
PS.: também preciso recordar de considerar minha implicação enquanto paciente (de análise), militante-paciente (de SUS e de Besta) e militante nessas questões (posição do paciente, posição de sujeição/subjetivação em relação à norma, etc.)
domingo, 31 de julho de 2016
Notícias de mim e primeiros investimentos de uma Genealogia do Amor.
Já foram tantos textos sobre amor por aqui que hesitamos em falar disso novamente. Desejamos, porém, atualizar o assunto através de nossas experiências recentes e, também, com uma certa retrospectiva. Abri todos os textos nossos que achei que falam de amor: são 15 textos, cuja relevância precisarei rever e que aqui me limitarei a listar, construindo uma sinopse com base em breves leituras e lembranças.
Dîn: partes I, II e III. Escritas por Romeu, em sua linguagem esquisita (que é parcialmente explicada e traduzida num dicionário que podeis encontrar na barra superior deste blog). Tratam o amor como união e desejo pelo bem do outro.
http://notchifeliz.blogspot.com.br/2012/06/din-parte-i-shakespeare-morto-romeu.html
http://notchifeliz.blogspot.com.br/2012/07/din-parte-ii.html
http://notchifeliz.blogspot.com.br/2012/07/din-parte-iii-humanos.html
O Grande Coração. Parece comunicar um desejo por novos objetos e formas de amar. Reclama da repetição do amor por Idîn.
http://notchifeliz.blogspot.com.br/2013/11/o-grande-coracao.html
Romeu Morto. Abre mão da denominação anterior, "Romeu", e passa a chamar a drugui Idîn de Koshka, esperando que essa alteração lhe traga novos amores. Abre mão de uma "fixação do amor num conceito filosófico fechado e vetor de uma teleologia" (sic.). Deixa-o impreciso, porém "no campo do sentimento".
http://notchifeliz.blogspot.com.br/2012/11/emersao-raiva-e-amor.html
http://notchifeliz.blogspot.com.br/2014/03/boletim-de-reapripriacao.html
http://notchifeliz.blogspot.com.br/2014/03/nao-havera-desposo.html
http://notchifeliz.blogspot.com.br/2014/08/abolicao-do-objeto-de-desejo.html
http://notchifeliz.blogspot.com.br/2014/10/de-amor-como-falar-depois-de-tudo-tanto.html
http://notchifeliz.blogspot.com.br/2016/06/uma-primeira-nota-de-apaixonamento.html
http://notchifeliz.blogspot.com.br/2016/06/uma-segunda-nota-de-apaixonamento.html
http://notchifeliz.blogspot.com.br/2016/06/uma-anotacao-neste-dia-de-apaixonamento.html
http://notchifeliz.blogspot.com.br/2016/06/nota-numero-quatro.html
sexta-feira, 29 de julho de 2016
Espelho cristalino,
Veneno da coragem
A psicologia desvirtua. A psicopatologia, em especial, aniquila: que as formas de subjetividade que mais me deram saúde sejam hoje, por minha própria mente, associadas a estados de mania ou hipomania é um quadro duro e trágico. Que os usos de saber possam envenenar a vida, parece um aprendizado simples e útil embora, convenhamos, digno do status quo em ciências humanas.
Quanto foi libertário o uso intransigente do discurso reichiano? E quando foi libertário o uso intransigente do discurso científico? Um excesso da crítica epistemologicamente fundada parece atravancar a vida... algo da ordem da obsessão parece tomar o lugar da experiência. Que faremos? Todos os nós, nesta assembleia (os convoco: Jeisu, Rûs, Romeu, Lilá, quem vier, máquinas errantes de um Infra-Ego...) lembram que algo único parece brotar da experiência do enfrentamento radical. Isso queremos reativar: ideal forte de coragem orientada pelo que houver em nossas mãos, em nossos corações.
E nosso principal problema parece ser a dependência de um outro para empreender tal tarefa... dúvidas mil nos surgem... teremos finalmente destruído nossa neurose? Estaremos flutuando ao sabor do desejo do Outro? Não se trata disso, argumento eu. Nossa tarefa é dolorosa e que precisemos de ajuda parece-nos antes um traço de humanidade.
Que viva o Espelho Cristalino do Infra-Ego.
terça-feira, 28 de junho de 2016
Epitáfio de um calendário;
Sepulto em algumas lágrimas o calendário desta semana.
É preciso evitar o drama neste texto que, entretanto, é um desabafo. Não sei se posso.
Neste dia de olhares tão profundos, de desejos... de planos... não consigo deixar de sentir que fui desatento, que eu deveria ter percebido o que estava acontecendo, que meus abraços deveriam ter sido mais apertados, que isso que perturba poderia, talvez, ter sido dissolvido em mais carinhos... Mas não posso me culpar, nem desejo isso. E sobretudo, imagino que ninguém deseje isso.
As tarefas de amanhã ficaram subitamente tão pesadas que não quero pensar nelas, embora talvez precise. Eu estava dobrando sem perceber? Todo em direção a esse desejo, exceto naquilo que o calendário (mal) impedia? Não entendo muita coisa, mas vai ficar tudo bem, é o que creio.
Muitos, muitos abraços e beijos, pra que tudo fique bem mesmo.
Ps.: aquela bandeira que vimos não é a da Inglaterra mesmo, é a da Islândia. O nome desse país em inglês é Iceland, que é como se fosse "terra do gelo" (então as pessoas do clipe não deviam mesmo estar fingindo o frio). Descobri que Sigur Ros é traduzido como "Victory Rose", o que pode querer dizer "a vitória levantou-se" ou "rosa da vitória".
sábado, 18 de junho de 2016
O pesadelo sob a pele.
Mas acho que posso ser perdoado. Creio mesmo que minha tristeza seja uma tempestade em copo d'água, que não devo presumir coisas que não me foram ditas, e que seria injusto não confiar na sinceridade que me dedicam.
Assim estou mais calmo, porque confio nessas palavras.
Peço desculpas pelo desabafo fora de hora e cheio de desrazões de toda ordem.
quinta-feira, 16 de junho de 2016
Hoje e esta noite.
Este texto não dará conta da saudade, coisa triste... nem imagino como farei para chegar à ocupa. Nem imagino como farei para dormir com essa saudade. Nem amanhã, para atender com saudade.
Eu queria que ela mandasse um "oi" virtual e dissesse como está... já não há tempo para tanto.
Tá difícil.
segunda-feira, 13 de junho de 2016
Nota número quatro.
Pensei em toda a saudade, no amor que me tens dedicado. Pensei no que sinto, nos desafios da reciprocidade, em toda a saudade que me deixaste. Lembrei da foto enviada por tua anarco-colega de quarto.
Chorei.
Boa noite, pessoa linda.
sábado, 11 de junho de 2016
Uma anotação neste dia de apaixonamento.
Mas agora senti que do vazio por elas deixado não surgiu o que eu queria escrever. Fiquei pensando "o que seria...?"
Posso escrever minha vontade de encher de carinhos a minha querida companheira de cafés, neste momento tão frio da madrugada... e eis o não-sono, que sentimos tantas vezes, e que só pude abandonar em nome de minhas Outras tarefas. O sono, disse meu professor Manoel, é um momento de parar de gozar --- o que, apesar de nada surpreendente, é importante do ponto de vista simbólico: dormir é mesmo deixar o corpo descansar dos seus afazeres; não passivamente, como um tanque enche-se de gasolina, mas sim pelo aval visceral que é necessário para que um corpo humano deixe-se descansar. Para dormir, é preciso, de alguma forma, dizer: "eu não quero mais gozar" --- ou, até mesmo, "eu posso não gozar".
Chegamos em casa após o absurdo de gozos que foi o show da banda Surra (e outras bandas). Sobre isso devo parabenizar a todos os envolvidos e as envolvidas, e talvez principalmente a quem arremessava-se com tanta convicção sobre os corpos, imergindo desde o palco. Mas o que quero dizer é que, como em nossas noites de não-dormir, chego agora ao embate entre o descanso e a vontade de seguir acariciando-lhe as costas, enchendo cada centímetro de sua pele dos meus melhores mimos, e falando o que quer que seja desta vontade, baixinho, em seus ouvidos; ou, de cabeça vazia, olhar em seus olhos, só conseguindo sorrir em silêncio...
Beijocas em você, querida companheira de café, caso leias este texto, pois deixá-las aqui guardadas é meu requisito para poder, em seguida, deixar cair meu corpo na cama. O sono me levará --- em suas próprias imagens ou pela energia que terei amanhã --- a encontrar-te novamente, pra que realizemos alguns dos motivos que, no fim das contas, nos salvam de simplesmente nos deixar dormir, eternamente.
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Uma segunda nota de apaixonamento.
De fato, pensar em processo primário é nebuloso e pouco parcimonioso. Estou, digamos, em um momento de esquemas de comportamentos predominantemente controlados por reforçadores positivos amplamente generalizados relacionados à minha querida companheira de cafés. Imaginei então que o que costuma me mover é o reforçamento negativo. . . uma compulsão negativamente reforçada pelo alívio do excesso de racionalizações autocríticas, e positivamente pelos ciclos de comportamentos compulsivos?
Um texto nada romântico e que diz, talvez, muita burrice.
terça-feira, 7 de junho de 2016
Uma primeira nota de apaixonamento:
Um convite para um café no seu quarto; esse é o convite mais fofo do mundo, não susteeeento.
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Nos Fascina.
sábado, 23 de abril de 2016
Política de micropropaganda
a) Uma política de propaganda que valoriza as conexões de nível "amigo" e "amigo de amigo";
b) Que a política em questão exclui do escopo de discussão os grupos de debate intransigente, generalizado e caótico (debate improdutivo).
Inversamente entende-se como produtivo o debate em cujo processo são detectáveis sinais de
reposicionamento de quem debate --- complexificação e dialética entre os argumentos.
c) Evitar, de nossa parte, reduções cognitivas.
d) Trabalhar com uma política de recompensa social constante pelo debate, mas com argumentos sólidos cuja eficácia, esteja claro, deva ser levada a sério.
e) Utilizar os argumentos que produzam menor dissonância cognitiva possível no outro;
Propõe-se também, para tanto, abandonar debates em que a eficácia dos argumentos seja sistematicamente ignorada, mesmo com recompensas e tentativas de reparação de possíveis dissonâncias cognitivas.